quarta-feira, 22 de março de 2017

Divulgação de livro




Destaque para o capítulo: "Brazilian shipbuilding and workers between tradition and innovation: Shipyards Caneco/Rio Nave and Mauá - Rio de Janeiro, 1950–2014"
   Elina G. da Fonte Pessanha and Luisa Barbosa Pereira
Maiores informações: aqui


Manifesto contra Reforma Trabalhista

MANIFESTO CONTRA A REFORMA TRABALHISTA Sem emprego e sem direitos: uma reforma anti-trabalho

Nós, pesquisadores, estudantes e profissionais da área do trabalho, abaixo assinados, vimos a público denunciar os retrocessos inaceitáveis contidos nas duas propostas de reforma trabalhista em curso no Congresso Nacional: a prevalência do negociado sobre o legislado (PL 6.787/2016) e a regulamentação da terceirização (PL 4302/1998 e PLC 30/2015).
O PL 6.787/2016 representa uma mudança profunda no sistema de relações de trabalho brasileiro ao introduzir o princípio de que a lei possa ser rebaixada pela negociação coletiva. O negociado prevalecer sobre o legislado significará que as contratações dos trabalhadores poderão ser em patamares inferiores aos estabelecidos pela legislação, ou seja, com redução de direitos. Os acordos ou as convenções coletivas historicamente têm como objetivo elevar os patamares civilizatórios mínimos expressos na lei, ampliando a tela de proteção social, fortalecendo o instituto da negociação, a representação sindical e os próprios trabalhadores.
Ao invés da prometida organização dos trabalhadores no local de trabalho, a regulamentação proposta não garante a participação do sindicato na eleição da representação e gera conflitos de papeis entre a representação na empresa e o sindicato. A possibilidade de renúncia a direitos pela via da flexibilização vai fragmentar a organização dos trabalhadores e a própria ação sindical.
Este projeto limita também a atuação da Justiça do Trabalho ao atribuir à representação sindical o papel de resolver os conflitos trabalhistas na empresa. Desse modo, constitui um claro ataque a essa instituição, ao Ministério Público do Trabalho e, em especial, ao Direito do Trabalho, em visível restrição inconstitucional.
A segunda proposta trata da regulamentação da terceirização. O resgate da PL 4302/1998, legado do governo FHC, retira todos os limites à terceirização, liberando-a para todos os níveis e atividades. Sua aprovação será um retrocesso ao estimular as sucessivas subcontratações, ao permitir que todos trabalhadores sejam terceirizados e ao precarizar as relações de trabalho por meio de salários menores e jornadas maiores.
Os argumentos de que a reforma trabalhista é necessária para gerar empregos e estimular investimentos produtivos não se sustentam quando confrontados com a realidade. Como demonstra a experiência brasileira dos anos 1990 e 2000, não há comprovação de que existe uma correlação entre flexibilização de direitos e criação de empregos. Os estudos mais recentes dos organismos internacionais, especialmente da OIT (World Employmentand Social Outlook 2015), também apontam que não há significância estatística entre uma legislação trabalhista flexível e a geração de emprego. Ao contrário: em países onde a desregulamentação cresceu, o nível de desemprego aumentou; e em países em que a regulamentação se intensificou, as taxas de desemprego caíram no longo prazo.
Face às alterações já realizadas e à elevada taxa de rotatividade do mercado de trabalho não é possível caracterizar como ultrapassada e rígida a legislação trabalhista no Brasil. Não há nenhuma restrição de parte das empresas em promover demissões imotivadas: somente em 2016 foram desligados 16.060 milhões de trabalhadores e admitidos 14.738 milhões. Aumentar a flexibilidade dos contratos de trabalho e reduzir direitos, além de não gerar empregos, rebaixam os salários e reduzem o poder de compra, reforçando a atual tendência recessiva da economia.
A existência de instituições que asseguram proteção aos trabalhadores é importante para resolver as controvérsias e garantir a efetivação dos direitos, em um país com um histórico de desrespeito às leis trabalhistas. As propostas e os ataques às instituições públicas e aos sindicatos podem fragilizar os instrumentos para assegurar a proteção, o combate à desigualdade e a garantia da dignidade humana. A segurança jurídica pleiteada pelas empresas com as propostas de fragilização das instituições vai significar insegurança para os trabalhadores e para sociedade, disseminando-se a lei do mais forte.
Somos contra esta agenda precarizante que se esconde por trás de um discurso de modernização e melhoria da competitividade. Na verdade, estas inciativas retiram direitos, não resolvem o problema do emprego e significam um inaceitável retrocesso social, em um país com índices expressivos de desigualdade.
    Para assinar a Petição Pública click aqui

segunda-feira, 13 de março de 2017

Fórum contra Terceirização

   Abaixo colocamos a foto da Reunião de Fórum contra terceirização e Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados. ( Brasília, 6 de março de 2017).


Vicentinho e Paim na mesa.

Benedita da Silva refutando Força Sindical, que defende reformas trabalhistas

terça-feira, 26 de julho de 2016

Nota de falecimento

   Na noite de sexta (22/7), morre um defensor intransigente dos direitos dos trabalhadores no Brasil: Evaristo de Moraes Filho (1914-2016).
   Nosso respeito e admiração pelo grande mestre da Sociologia e do Direito do Trabalho.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Chamada de artigos

   CHAMADA PÚBLICA
   SUBMISSÃO DE ARTIGOS PARA A REVISTA DA ABET
     A Revista da ABET, periódico mantido pela Associação Brasileira de Estudos (ABET), tem como objetivo... veicular estudos sobre o mundo do trabalho. Dada a abrangência e complexidade dessa temática, a compreensão dos distintos aspectos relacionados ao tema exige que os estudos e pesquisas contenham contribuições de pesquisadores de diferentes áreas, tais como Economia, Sociologia, Ciência Política, Direito, História, Administração, Educação, Engenharia, Geografia, Demografia, Ciências da Saúde, entre outras. Requer, ao mesmo tempo, que a construção das abordagens teórico-metodológicas e empíricas caminhe na direção da interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. A Revista da ABET foi lançada em 2001 com periodicidade semestral. Está indexada nas seguintes bases: DOAJ, Latindex, EBSCO, DRJI, Portal de Periódicos da CAPES.
   A Revista da ABET recebe submissão de artigos e resenhas em fluxo contínuo.
   Maiores informações: aqui

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Divulgação de livro


    O lançamento da coleção Por que cruzamos os braços, com depoimentos de sessenta lideranças de greves ocorridas no Brasil nas últimas décadas, faz parte das comemorações dos sessenta anos de fundação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE -, órgão de pesquisa, assessoria e educação criado e mantido pelos sindicatos de trabalhadores brasileiros. Este é o primeiro livro de um total de cinco, a serem publicados entre o final de 2015 e durante o ano de 2016. Nele se encontram os depoimentos de doze lideranças de diversas categorias profissionais e regiões do país, que protagonizaram importantes movimentos grevistas, a partir do final dos anos 1960.
  Sua leitura é fundamental para todos aqueles que desejam refletir sobre as lutas dos trabalhadores por uma sociedade com maior justiça e equidade.
(texto extraído do site da editora)